Visitando lugares gratuitos II

Estou há pouco mais de um mês em Melbourne e escuto muitos termos que definem o que esta cidade representa para as pessoas. Uma das mais interessantes foi “Melbourne é a esposa e Sydney é a amante” porque os turistas gostam de visitar Sydney, mas se for escolher um lugar pra morar, o município que estará sempre lhe esperando de braços abertos será Melbourne.

E, para conhecer lugares esplêndidos gratuitamente, basta procurar. Um espaço para quem curte o meio ambiente e se interessa por energia renovável é o Ceres, localizado no bairro Brunswick East. A cerca de 20 minutos de tram do centro da cidade, este local é uma organização sem fins lucrativos que abriga uma casa ecológica que periodicamente recebe visitas de crianças e turmas escolares. Outra atração é o mercado que vende apenas alimentos orgânicos, ou seja, sem agrotóxicos. Ainda pensando na natureza, há um espaço próprio para carregar a bateria da bicicleta ou do carro movido a energia solar. Além disso, eles reciclam as bicicletas inutilizadas. As “magrelas” que precisam de conserto recebem um tratamento especial para serem revendidas pelo metade do preço de uma bicicleta nova, cerca de AU$ 50 por uma reformada. Saiba mais em: http://www.ceres.org.au/home.html

O rio Yarra corta a cidade de Melbourne ao meio. Os visitantes podem conhecer o rio por meio de barcos pagos, mas o passeio a pé margeando o rio também traz grandes surpresas. Suas pontes são como marco para o município, portanto, a travessia de um lado a outro pode ser feito com muita facilidade, caminhando ou utilizando qualquer meio de transporte. A água tem uma coloração amarronzada porque há partículas de argila, mas este detalhe não tira a beleza natural da paisagem. Andando por poucos metros é possível ver pássaros aquáticos, patos e cisnes. Além disso, equipes de remadores profissionais e amadores treinam com frequência no rio, que é usado regularmente para regatas, que ocorrem comumente no verão.

O bonde de número 35 é gratuito e passa nos pontos a cada 12 minutos, sete dias por semana, começando a funcionar às 10h da manhã e indo até às 18h (de domingo a quarta-feira), e até às 21h (de quinta-feira a sábado). Teoricamente o transporte seria apenas para os turistas conhecerem o centro da cidade, mas é natural ver australianos aproveitando a carona para chegar mais cedo em casa ou ir ao trabalho. Nos horários de pico o tram (ou bonde) fica completamente cheio, o que para mim é um pouco complicado, porque sou claustrofóbica, e principalmente porque não há ar condicionado neste veículo em particular e ninguém abre as janelas no inverno. Seu trajeto abrange a Flinders St (uma das ruas principais), passa pela Docklands (onde tem shopping e restaurantes a beira-rio), e volta pela La Trobe St (passando em pontos históricos como o Parliament House).

A St. Paul’s Cathedral fica na esquina da Flinders St e da Swanston St e recebe milhares de visitantes anualmente. A igreja foi erguida em 1866 para substituir uma capela pequena e sua construção só terminou em 1891 por causa de divergências entre seus arquitetos. A catedral possui um carrilhão de 13 sinos, uma raridade fora da Grã-Bretanha.

A Federation Square fica em frente a catedral e também possui eventos gratuitos. Mais informações podem ser encontradas neste post: Sensações na Federation Square

Com informações do Guia Visual da Folha e S. Paulo

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