O brasileiro que tem o melhor emprego do mundo em Melbourne

roberto-sebaJá pensou em concorrer com 612 mil pessoas de 196 países para conseguir um dos melhores empregos do mundo e ganhar?

Pois o fotógrafo brasileiro Roberto Seba, 32 anos, foi um desses sortudos (“sortudo“, modo de dizer, porque esse concurso levou em conta mesmo a sua competência). Como recompensa, ele passará seis meses em Melbourne fotografando o dia a dia da cidade e com um prêmio em dinheiro de 100 mil dólares australianos. Nada mal, não é mesmo?

Há apenas duas semanas em Melbourne, Roberto concedeu uma entrevista ao blog. Nascido em Vitória, no Espírito Santo, e formado em publicidade e propaganda, Roberto trabalhou como produtor de vídeos e fotógrafo de moda até mudar-se há seis anos para São Paulo, onde tornou-se fotógrafo da revista da companhia aérea Gol, de edições referentes a turismo da editora Globo e ainda do guia turístico Lonely Planet.

Com a câmera na mão, Roberto já viajou para diversos países a trabalho, como Egito, Jordânia e Suíça, mas a sua maior aventura está começando agora.

No começo deste ano, o governo australiano ofereceu seis vagas para o concurso denominado “Os Melhores Empregos do Mundo”. O que, na verdade, tratava-se de uma seleção de candidatos do mundo inteiro para trabalhar em diversas cidades da Austrália, em empregos considerados “invejáveis” por muitos.

Além do trabalho de fotógrafo em Melbourne, os candidatos concorreram às vagas de chefe funster (cuja árdua função é ser VIP em festivais, eventos e shows em New South Wales e twitar ou blogar a respeito); aventureiro Outback (que exige do profissional explorar parte do deserto australiano e descobrir novas aventuras para turistas no território setentrional); guarda florestal (em Queensland); cuidador de animais (no sul da Austrália) e mestre do paladar (com a também difícil missão de experimentar diversos restaurantes no ocidente da Austália).

Os profissionais selecionados recebem um pagamento de AU$ 100.000,00 por um contrato de seis meses para desempenhar suas funções, que têm como objetivo fomentar o turismo nas diversas regiões da Austrália.

Para conseguir este novo emprego, Roberto teve de passar por três etapas. A primeira foi enviar um vídeo de 30 segundos falando (em inglês) por que ele merecia esta vaga. Veja o vídeo abaixo:

“Falar em inglês não foi problema”, garante ele, “minha mãe é professora de inglês e eu já tinha que ter esta língua para viajar para outros países”, contou Roberto. Ele foi um dos 25 candidatos selecionados entre os 15 mil que concorriam para a vaga de fotógrafo em Melbourne. A segunda etapa foi angariar pessoas para a sua campanha, aprovando a sua ida para a Austrália. O intuito foi ver a capacidade de mobilização de cada candidato. Amigos, familiares e até famosos deram apoio ao fotógrafo por meio de redes sociais.

“Recebi uma ligação às cinco horas da manhã no Brasil dizendo que eu tinha passado para a fase final e com isso já fiquei feliz porque eu teria que passar duas semanas em Sydney com tudo pago para mostrar o meu trabalho”, explicou.

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Moska Najib

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Marie Michiels

Nessa fase final, ele concorreu com outras duas candidatas: a belga Marie Michiels, gerente de projeto, jornalista e apresentadora de TV (Canal-Z) no seu país; e a afegã Moska Najib, 29 anos (filha do ex-presidente afegão Mohammad Najibullah, que foi executado pelos talibãs em 1996). Atualmente Moska vive na Índia, após fugir com sua mãe e irmãs quando o regime pró-soviético de seu pai entrou em colapso.

“Eu era o único fotógrafo profissional entre os candidatos da última etapa. Acredito que isso tenha ajudado a me escolherem. Até porque eu já atuava com fotos relacionadas a viagem e turismo”, revelou. Mas a última etapa não foi tão fácil: ele foi entrevistado por profissionais da área de Recursos Humanos do governo, teve de fotografar e defender suas fotos por meio de artigo e apresentação. Por fim, ele foi o vencedor. Sua agenda inclui retratar cafés, museus, eventos, paisagens, gastronomia e tudo que aconteça no estado de Victoria. As fotos vão para o banco de imagens do governo e aparecerão no guia turístico Time Out. Dos 100 mil dólares que ganhou, 50 mil serão administrados pelo governo para pagar apartamento (que divide com sua mulher), transporte e viagens pelo estado. Os outro 50 mil são livres para Roberto.

O contrato acaba em março e ele não quer nem pensar em quando voltar para o Brasil. “É uma ótima experiência viver em uma cidade grande na Austrália, fazendo o que gosto de fazer. Ainda tenho muito que aprender, conhecer e, claro, fotografar por aqui”, finalizou.

Veja algumas de suas fotos de Melbourne postadas no Facebook:

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