Cairns, naturalmente bela

barreira-de-corais-em-cairnsCairns, situada a norte da Austrália, apresenta lugares surpreendentes. O principal ponto turístico é a barreira de coral, a maior do mundo, com cerca de 2.000 quilômetros ao longo da costa do estado de Queensland. Mergulhadores de todo o mundo vão a esta cidade litorânea para explorar a imensidão de belezas naturais subaquáticas, como peixes coloridos e raros.

Infelizmente, esse sucesso tem um lado negativo. A presença de turistas também arrisca a sobrevivência dos corais, que, uma vez tocados, morrem e não voltam a crescer. O colorido viçoso se torna apenas branco e os peixes, que não vivem em corais mortos, consequentemente morrem ou migram. Tudo isso se tornou um grande problema para as autoridades locais que tem um dos maiores Patrimônios da Humanidade, mas pouco é feito para reverter o quadro, já que o turismo é uma das principais fontes econômicas do município, onde mais de 2 milhões de turistas desembarcam anualmente.

Minha experiência com o recife de corais foi ínfima. Aqui vai uma grande dica: não escolha qualquer parte da barreira de coral para visitar e não se deixe levar pelo preço neste caso. Paguei U$ 97 para ir a uma ilha, o mais barato possível, já que ficaria apenas quatro dias em Cairns e pensei “em vez de ir aos lugares mais bonitos e conhecidos, vou gastar menos, mas terei dinheiro para fazer passeios todos os dias”. Foi a maior burrada de toda a viagem, porque fui para Green Island que, apesar de ter uma vista maravilhosa, é uma das áreas mais frequentadas pelos turistas (justamente pelo preço) e é rota de tráfego marítimo, o que, devido ao movimento e à poluição, diminui a beleza dos corais e afasta os peixes para outros ambientes. Eu fui em um barco cheio de chineses (frequentadores assíduos da Austrália) e até as instruções eram realizadas nas duas línguas. Por ser uma das ilhas mais próximas de Cairns, em menos de 15 minutos é possível chegar a Green Island. Infelizmente, pelo mesmo motivo da proximidade, a chuva que estava na cidade tomou conta de todo o lugar, sendo quase impossível entrar na água para ver os corais.
Moral da história: escolha os locais mais distantes, e garanta que você verá tudo o que quer ver.

Nos dias seguintes a chuva ia e voltava e cancelei os passeios por medo de não poder fazer nada. A minha sorte é que em hostel todo mundo se torna amigo, então alugamos um carro e fomos para uma fazenda de crocodilos chamada Hartley’s Crocodile e que abriga um minizoológico. A fazenda cria crocodilos para abate e consumo, tanto da carne quanto da pele. Sei que é triste, mas tudo é legalizado como numa fazenda de gado. Lá é possível passear num bote por meio de um lago infestado de crocodilos e de quebra assistir a shows de um dos maiores predadores do mundo.

Mas se você acha que só em zoológicos e fazendas é possível encontrar crocodilos, está muito enganado. É proibida a entrada de qualquer pessoa no mar de Cairns, devido ao grande número desses répteis (sim, crocodilos no mar!), além dos tubarões e caravelas mortais. Justamente por isso a prefeitura da cidade fez uma piscina em frente ao mar, muito bem resguardada e com salva-vidas atentos a qualquer perigo.

Em Port Douglas, que fica só a uma hora de carro ao norte de Cairns, os turistas e moradores locais só podem entrar na água no perímetro demarcado por um grande quadrado, que separa os humanos dos animais por meio de redes gigantes. Indico visitar a capela St Mary’s by the sea, construída originalmente em 1880 e destruída por um ciclone em 1911. Em 1988 ela foi reerguida com uma bela janela logo atrás do altar de onde é possível ver o lindo mar de cor azul-turquesa e as embarcações que passam ao fundo.

A minha última parada foi em Kuranda uma vila de aborígenes, mas que quase estão extintos por lá. O local é rodeado por uma floresta tropical que abriga outro pequeno zoo onde se pode tirar fotos com os coalas (por U$ 26,00) e cangurus (de graça). Realizei um sonho e com certeza faria novamente. Quem se interessar em ir para Kuranda pode ir ou voltar em um trem que passa ao lado de cachoeiras. O preço cobrado, porém, é bem alto, U$ 49,00 e na minha opinião não valeu tudo isso. O teleférico é mais caro ainda e como não fui, não tenho como opinar se vale o investimento.

Logo farei matérias sobre outras cidades tão belas quanto Cairns. Continuem acompanhando.

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